Tenho sentido muitas saudades das viagens que fiz. Não saberia, nunca, explicar a sensação feliz que me dá rever fotos, vídeos e conversar com os que lá conheci. Escrevi alguns textos tentando juntar momentos, conversas, sensações sentidas e vividas nos tantos lugares pelos quais passei. Há acréscimos, eu preciso mencionar. É ficção, portanto. Mas, os textos deste blog são completamente carregados de nostalgia... esperança... e vida! Vida, que é o estado em que quero estar permanentemente!
Boa leitura!!!

domingo

Serra da Capivara, 26 de julho de 2016

O Parque Nacional Serra da Capivara tem cerca de 172 sítios arqueológicos preparados para visitação. A estrutura de apoio ao visitante é impressionante, pra mim, tem nível europeu, porque nunca vi isso nos outros parques para os quais viajei.

Barras de ferro fixadas nas rochas em trecho
40m de descida nessas barras aí: trilhas de nível HARD
Escada de ferro fixada na rocha em outro trajeto






















Em todos os percursos que fizemos nos três dias de trilhas, encontramos excelente sinalização:






A maioria dos sítios com pinturas rupestres é equipada com passarelas, evitando que o material pré-histórico e os visitantes corram riscos. O mais impressionante são os inúmeros circuitos acessíveis aos portadores de necessidades especiais. Todos são bem vindos e podem apreciar essas maravilhas!







 

Para os mais aventureiros (o meu caso), as trilhas de nível intenso têm também algumas escadas de pedra, construídas na própria rocha, para fornecer acesso às partes mais difíceis dos paredões.


Várias trilhas podem ser feitas em carros de passeio e em carros de tração nas 4 rodas. Dessa forma, estudantes, famílias, aventureiros, enfim... todos os perfis têm seus desejos atendidos na visitação ao parque:

A Caatinga e suas belezas podem ser contempladas ao longo dos trajetos de carro

O Parque é o único do país que faz a modalidade de turismo arqueológico: o mais esperado quando viemos visitar a região. Existem, atualmente, 172 sítios arqueológicos que podem ser visitados:


Na Serra da Capivara predominam pinturas caracterizadas pela presença de grafismos reconhecíveis, como figuras humanas, animais, plantas e objetos. 


 



Há também grafismos puros, os quais não podem ser identificados, mas são minoritários.

 
  
Existem sítios em que as figuras humanas são predominantes, sendo rara a presença de animais.




Há os estilos de pinturas rupestres chamados de Serra Talhada, como estes que não possuem preenchimento das formas:


Existe também o Estilo Serra da Capivara, com o preenchimento completo da pintura:

 


Podemos encontrar também o Estilo Serra Branca, com preenchimentos, como nesta figura humana à esquerda da fotografia:


Há outros tipos de classificação, que levam em conta o dinamismo das pinturas. A Tradição Agreste são as pinturas estáticas:


A Tradição Nordeste diz respeito às pinturas com perspectiva, dinamismo, movimento:
Veja que a Capivara olha para trás



Há cenas das quais podemos interpretar ações, como danças, caçadas ou mesmo trabalhos manuais (como esses dois homens segurando uma espécie de rede, no canto direito da fotografia):



A maioria das pinturas datam de cerca de 9 mil anos antes do tempo presente. Há predominância por animais:

Capivaras...?
Tatu... ?
Várias emas...?
Macaquinhos... ?
Ema gigante...?
Cervos, veados...?
Um macaquinho e o filhote...?
E esse, quem arrisca?!
Um felino...?
Peixes...?
Que ave seria essa...?! Seria ave?

Os homens primitivos deixaram muitos registros de falos e cenas de sexo:
 

 1ª cena de sexo gay do homem Americano... será?! Rsrsrsrs:
Percebem-se bem dois falos e uma possível penetração




 Pinturas coloridas:
Multicores

Tons azulados
Tons amarelados (à direita)
Tons amarelados
Tons brancos (embaixo)
Tons brancos

Pinturas em seixos ou no lugar onde um havia caído:




Os meus preferidos são os veadinhos... 

 

 Os mais famosos:
O beijo

As capivaras que são o símbolo da Fundação do Homem Americano

 Fogueiras que ajudam a confirmar a presença dos primeiros homens Americanos em solo brasileiro:

Prova e contraprova: por meio desse material, os arqueólogos e outros científicos ajudam a desvendar os mistérios dos homens pré-históricos que passaram por aqui há milhares de anos:


1º dia de Trilha - trajeto de uns 10km, durando cerca de 8 horas de passeio intenso (contando com pausas para lanche e alguns poucos trajetos de carro):

  • Trilha dos Canoas
  • Toca dos Canoas / Caldeirão dos Rodrigues
  • Grotão da Esperança
  • Toca de cima do fundo do boqueirão da Pedra Furada
  • Toda do fundo do baixão da Pedra Furada
  • Serra Vermelha
  • Baixão das Andorinhas

Nas paisagens, veem-se serras compostas por arenitos, conglomerados e rochas sedimentares originadas durante um grande movimento tectônico que houve no período Triássico, entre 440 e 360 milhões de anos atrás:
Parque Nacional Serra da Capivara

Alegria de quem superou o medo das alturas

Parque Nacional Serra da Capivara

Parque Nacional Serra da Capivara

Botânica contemplando a flora local

Parque Nacional Serra da Capivara


O esplendor da caatinga com sua paisagem verde, cinza, amarela, laranja, branca, azul...

Paisagem árida mas não menos bela que as outras

"Do alto da montanha, do arranha-céu..."

As cores nas rochas registram as águas que por aqui passaram...

Terra avermelhada, esperando a chuva chegar...


Galera boa: muito prazer em compartilhar esses momentos com Lu e Rafa

Formatos rochosos dos mais diversos

Parque Nacional Serra da Capivara


Onde está Pierre?

Parque Nacional Serra da Capivara

Parque Nacional Serra da Capivara

Onde está Pierre?

Se liga no contraste de cores no centro da imagem

Caldeirões naturais formados ao longo de milhões de anos

Símbolo do Parque: Pedra Furada


Na frente: casal feliz e aventureiro; atrás: formação rochosa avermelhada

Mais um caldeirão natural

Paisagem digna de muita admiração
Baixão das andorinhas: todas as tardes, no cair do sol, as andorinhas se reúnem no alto, dando voltas e, de repente, mergulham, em alta velocidade, entrando por pequenos buracos em uma das cavernas que fica sob um acesso construído para visitantes. Nos meses de inverno austral, as andorinhas vêm do sul do Brasil; e, nos meses de outubro a fevereiro, chegam do Canadá*.

Urubu nas redondezas

Grande momento esperado: o voo das andorinhas em direção às cavernas

* Fonte: Turismo Arqueológico (Fundação Museu do Homem Americano).

Um comentário:

  1. delícia de viagem!!! o registro no blog tá ficando lindo, Bel!!
    Parabéns pelas fotos e narrativas!!! Bom demais relembrar cada detalhe!

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