Tenho sentido muitas saudades das viagens que fiz. Não saberia, nunca, explicar a sensação feliz que me dá rever fotos, vídeos e conversar com os que lá conheci. Escrevi alguns textos tentando juntar momentos, conversas, sensações sentidas e vividas nos tantos lugares pelos quais passei. Há acréscimos, eu preciso mencionar. É ficção, portanto. Mas, os textos deste blog são completamente carregados de nostalgia... esperança... e vida! Vida, que é o estado em que quero estar permanentemente!
Boa leitura!!!

domingo

Serra da Capivara, 27 de julho de 2016


A caatinga abriga um número considerável de animais encontrados somente nesse ecossistema. Até 2013, foram registradas 33 espécies de mamíferos não voadores, 24 de morcegos, 208 espécies de aves, 19 de lagartos, 17 de serpentes e 17 de jias e sapos.



As aves são as mais exuberantes representantes da fauna. É possível encontrar a Guinguirra, o Can-Can, o Galo-de-campina, o Bico-virado-da-caatinga.




Morcego

Pica-pau

  
Entre os mamíferos, o mocó (ele dá nome à localidade onde ficamos - Sítio do Mocó) é o único encontrado somente na caatinga. Esse roedor pode ser visto em todo o parque. Eu fiz vários registros divertidos dele:

Onde está o mocó?
Observando do alto

Tranquilo, nos observando...

Essa coloração que faz o contraste na imagem são fezes e urina do Mocó
Pierre e o mocó se observam...

Momento atividade física:
Perna esquerda...
... perna direita


















 Depois, pausa para um cochilo:

Silhueta de dois mocós...

 O Macaco-Prego é encontrado ao longo da trilha, em vários momentos:



O macho-alfa aí na frente, observa tudo

Esse aí nos observa curioso...
Família reunida

Eles se mantêm bem próximos aos visitantes

Eu tenho fobia de cobra e, não vou mentir, fiquei muito feliz de não ter visto nenhuma ao longo dos três dias de trilha. O único rastro mais próximo foi essa pele que estava no meio do caminho:


Ó o pé, Rafa!

As abelhas ainda podem ser observadas
 
O maior predador de toda a região do Parque é a onça-pintada, que pode chegar aos 60 kg. Ela se alimenta de tatus, como esse aí que encontramos na trilha, mortinho da silva:


Segundo o nosso guia, quando a Camila Pitanga veio fazer uma apresentação artística no palco instalado na Pedra Furada, uma onça se irritou e rugiu muito alto. Os espectadores pensavam que eram mugidos de vacas, mas só quem sabe desconfiou e ficou bem caladinho pra não agitar as pessoas. Pense no medo!

Por conta da preservação do parque, é possível cruzar herbívoros como o veado. Tivemos essa sorte! Mas, na foto, só dá pra ver o vulto do bicho (bem no centro) indo embora. Foi um momento de muita emoção:

Veado da caatinga: emoção ao cruzar com ele

Na região do Parque há mais de mil espécies vegetais. Embora não tenhamos ido na época de chuvas, conseguimos ver uma diversidade impressionante de flora da caatinga, como maniçobas, marmeleiros, juremas, jatobás, paus-d'arco:





Essa aqui pega fogo sozinha durante a seca...

Contrastes...
... da caatinga


Folhas amareladas

Texturas da caatinga



s2

Sobrevivendo dentro da rocha

Como leiga no assunto, minha grande expectativa era apreciar a paisagem preenchida de Cactáceas e, de fato, essa beleza não ficou a desejar. Por todo lado, cruzávamos o mandacaru, o xique-xique, a coroa-de-frade:


Se liga no tamanho desse Cactus


Esse tinha umas florezinhas róseas em cima

As Cactáceas e as Bromeliáceas são as únicas daqui das Américas. Destas, predomina na região o caroá, endêmica da caatinga.

Impressiona bastante, também, a quantidade de Gameleiras gigantescas, com suas raízes que se entranham nas rochas:



Em cima, nas imagens, eu e a Lu pequeninhas diante da imensidão dessas árvores!


Olha o tamanho das raízes!
Essa é a mais antiga do Parque
 
Neste vídeo, dá pra ter uma melhor noção do tamanho dessa Gameleira:





As "barrigudas", cujos troncos reservam água e têm forma de barril, também aparecem bastante no Parque Serra da Capivara:





2º dia de Trilha – trajeto que alterna caminhadas de nível médio/intenso e visitas a dezenas de sítios arqueológicos
  • Desfiladeiro da Capivara 
  • Toca da entrada do Pajeú 
  • Toca do Pajeú Toca do barro 
  • Toca do inferno 
  • Trilha do Baixão da vaca 
  • Toca das eminhas azuis 
  • Toca do fundo do baixão da Vaca I e II 
  • Circuito dos veadinhos azuis 
  • Toca da saída 
  • Toca dos veadinhos azuis 
  • Toca do paredão dos veadinhos 
  • Toca do neguinho só 
  • Toca da entrada do baixão da vaca 
  • Toca do Paraguaio 
  • Circuito da Jurubeba
  • Travessia do Caldeirão das folhas até a toca do sítio do Brás 
  • Toca dos macacos 
  • Toca da ema do sítio do Brás I e II 
  • Toca do Mangueiro 
  • Toca do Alexandre 
  • Toca da Ema

Clima semiárido nordestino

A lua nos acompanhando também de dia

Os contrastes aqui são muito intensos

Eu e minha amiga: magras e espinhentas... rsrsrsrs...

Parque Nacional Serra da Capivara

Efeitos da erosão

Brincando com sombras...

Onde está Pierre?

No verão, o céu é azul e límpido

Parque Nacional Serra da Capivara

Eu, Pierre, Nestor (guia), Lu e Rafa

Ocre: pó que sai da rocha com o qual eram feitas as pinturas rupestres

Fonte das informações: Turismo Arqueológico (Fundação Museu do Homem Americano). 

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